De Carro por Aí / Roberto Nasser
Quem diria, a laranja fornece óleo que, miscível com polímeros, permite fazer pneus com maior aderência, menor perda de performance, melhor dirigibilidade, estabilidade e menor desgaste.
A volta à natureza é conquista da japonesa Yokohama, aos céticos querendo provar resultados através de corridas, daí o nome do produto: Eco Racing. Será utilizado no WWTC, grande categoria mundial de carros de turismo, no norte americano IMSA GT3, e aqui no Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, pela grande capacidade de formação de imagem positiva pelas corridas.
A Yokohama persegue a redução de emissões poluentes pelos pneus ecológicos, que entende ser o caminho para os ecologicamente corretos.
Foi-se Carlo Chiti, o do Romi Isetta
Italiano de Florença, junho de 1914, veio para o Brasil ao final da I Guerra, quando sua mãe se casou com Américo Emílio Romi, que em Santa Bárbara do oeste seria inquieto mecânico a implementar a lavoura. Co-fundador, primeiro empregado da Romi, foram de Chiti, em 1955, idéia, articulação e convencimento a Américo para o grande passo de fazer um automóvel pequeno e econômico num país com sede de motorização. Concluíram negociações diretamente com Renzo Rivolta, criador do Isetta, e o trouxeram para o Brasil. Projeto corajoso, pessoal, sem financiamento oficial, facilidades ou benesses, tratado durante o Governo Café Filho, lamentável e ocioso pedaço de nossa história. Pré JK, Geia e incentivos, ato sem temor, pioneiramente terceirizavam a construção da estrutura tubular e das placas de chapa para a carroceria, montando com a mecânica aos poucos nacionalizada. Não deu certo. A visão e a coragem se anteciparam ao Governo e este, ao baixar normas de incentivo, desconsiderou o pioneiro Romi Isetta, produzido em acreditadas 3 mil e picos de unidades entre 1956 e 1961.
Rotulam Chiti como “O Pai do Romi Isetta”, como na primeira página do Diário da cidade natal da Romi, Santa Bárbara do Oeste. É pouco. Foi muito mais. O Romi ficou apenas um carrinho depois que a empresa, seduzida pela crença de Chiti, percebeu-se apta a crescer muito. O Romi Isetta foi o grande trampolim da hoje mundialmente respeitada Romi. A visão e a capacidade de Chiti em adequar a idéia à maneira de pensar e agir de seu ídolo Américo deram a base de confiança para o grande salto na produção de tornos e maquinário industrial. Com o Romi Isetta firmaram a convicção que, de governo deve-se manter saudável distância. Antes haviam criado um trator nacional, o Toro, e o Ministério da Agricultura optou por favorecer importações, inviabilizando a idéia. Carlo Chiti passou dia 20, em S Paulo, próximo a completar 95 anos, como dos últimos remanescentes da fase dourada de implantação da indústria automobilística brasileira.
Roda-a-Roda
Fim e expansão – A Lamborghini comprou 90% da italdesign, empresa de Giorgetto Giugiaro, o designer do século.
Razões – Várias. Primeira, a pretensão da VW em se tornar a maior do mundo em 2018, possuindo 10 marcas, e que neste ano exibirão mais de 60 modelos. Outra, Giugiaro fez 75 anos, e a proposta manterá a família, acionista minoritária, à frente da área de criação.
Mais – Está dura a vida dos construtores de carros de pequena série, todos em pericitante sobrevivência. Massificação de produção e perda da aura de personalidade dos carros tem destruído os estúdios: Karmann-Ghia acabou, Bertone está mal das pernas, Pininfarina encolhe.
Negócio – Razões jurídicas proprietária é a Lamborghini, italiana, controlada pela Audi, controlada pela VW. Articulador do negócio Ferdinand Puech, todo poderoso do conselho diretor da VW e, quando presidente, comprador de Lamborghini, Bentley.
Outra – Outra estrangeira no mercado nacional. A MG Motors do Brasil traz o MG 550, sedã quatro portas, luxo, bem equipado – seis airbags, câmbio automático de cinco velocidades, comandos no volante, GPS, bancos elétricos em couro e privilegiado espaço interno. Motor econômico, de alta performance, 1.8 turbo, 170 cv, concorrendo de BMW 320, Mercedes-Benz C180 e Audi A4.
200 mil – Boa fórmula e boa imagem dos Land Rover permitiu a venda globais de 200 mil unidades do Freelander, no Brasil o primeiro utilitário compacto de luxo apresentado com a coragem de preço honesto, uns R$ 115 mil. o faz o mais vendido da linha.
Mercosul – A Kia Motors do Brasil marcou data para iniciar produção do caminhãozinho Bongo no Uruguai: 23 de junho. É através de associação operacional. Montar no vizinho oriental tem vantagens operacionais e tributárias. Diesel, para 1,8t, VUC apto a circular nas cidades.
Multi – Fabricante gaúcha de implementos de transporte, Randon S/A firmou parceria com a Egypt Power para montagem de plataformas para transporte de carga geral e containers. Começa em junho. No Cairo.
Escola – Iniciativa da família Massa, o Troféu Linea e a Fórmula Future Fiat tiveram os veículos aprovados no shake down, verificação primária dos sistemas. Abertura da temporada em 28, 29 e 30, no Autódromo Nelson Piquet, RJ. Patrocínio do Banco Santander, Fiat, Pirelli, FPT, Magneti Marelli e Rodas Scorro.
… II – A idéia é criar categorias-escola com carros iguais para fomentar habilidades de condução e acerto dos veículos, a custos contidos.
FPT – Patrocinadora, a FPT, fornecerá motores 1.4TJet ao Troféu e 1.8 E.Torq aos monopostos. Projeto desenvolvido pelo eng. Martinelli, teórico dos motores Ferrari, o 1.4 turbo gera 245 duráveis cavalos de força.
Tecnologia – As rodas Scorro são da linha Silício 7, em aro 15”, e o metal leve tem adição de magnésio, conferindo o dobro de resistência. É a volta da marca criada por Marco Grilli e que, no projeto do Copersucar Fórmula 1, surpreendeu o mundo ao fornecer as rodas.
Novela – Deseducativa a novela Passione, da Globo, mostrando o ator Marcelo Antony levando a namorada a passear na pista em carro da Stock Car, à noite. Nada disto ocorre. No carro, única menção verdadeira está nos pneus Goodyear, que na novela divulgará produtos e qualidades.
Interesse – Os supermercados Extra cresceram 30% na venda de produtos automotivos – pneus, óleos e baterias, limpeza. Mário Betelli, gerente, observa, o aumento é proporcional à expansão do mercado dos carros novos, e maior interesse dos proprietários em deles cuidar melhor.
Gente – Sílvio Nogueira de Barros, engenheiro, diretor geral da ArvinMeritor para AS. OOOO Nova fase da empresa, agora centrada em peças para veículos de transportes. Participa da construção dos caminhões VW. OOOO Gastão da Veiga Correa, 93, passou. OOOO Envolvido com automóveis no Rio de Janeiro, condutor hábil e rápido de veículos europeus, foi o importador do lote de Rolls-Royce onde se encontrava a unidade ainda utilizada pelo Presidente da República. OOOO Documentalmente Gastão provava ser falsa a história do automóvel ser presente da Rainha Elizabeth II ou beirada de negócio de compra de aviões. OOOO