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Entrada autorizada

Autotal / Luiz Fernando Lovik – Auto Press

Entrada autorizada
      Logo após ser lançado oficialmente nos Estados Unidos, a quarta geração do Honda CR-V já começa a chegar às concessionárias brasileiras. Serão oferecidas duas versões, LX e EXL, e o câmbio manual volta a ser oferecido na variante mais simples. Os preços começam em R$ 84.700 na LX manual, passam aos R$ 87.900 na LX automática e chegam aos R$ 103.200 na EXL automática, a única também a ser oferecida com tração integral. A Honda não confirma, mas o CR-V que virá ao Brasil mantém o motor 2.0 litros, agora com 155 cv, 5 a mais que o anterior.

O CR-V mudou bastante para a nova geração. O modelo ficou mais curto e mais baixo, além de mais leve. E ganhou um desenho mais moderno, que lembra bastante a última renovação do Civic. As referências ao sedã médio continuam no interior, onde a Honda deixa clara a intenção de fazer o crossover dar a impressão de ser um sedã ao volante. Todas as versões são bem-equipadas, com ar-condicionado, airbags frontais, freios ABS e a tecla Econ, inaugurada no Civic. A EXL adiciona controle de estabilidade e de arrancada em ladeiras.

Calor alemão
      A BMW não quer ficar de fora da nova safra de hatches esportivos – que contará em breve com os novos Mercedes-Benz Classe A AMG e o futuro novo Audi RS3. Para isso, deve mostrar uma versão apimentada do novo Série 1 em Genebra. O M135i repete a receita do Série 1 M, mas na variante dois volumes. O modelo terá a configuração três portas, que ainda não havia mudado de geração na Europa.

O M135i, preparado pela nova divisão M Performance, terá uma versão retrabalhada do aclamado 3.0 litros de seis cilindros em linha, que deverá produzir mais de 300 cv – provavelmente os mesmos 340 cv do atual Série 1 M. Estima-se que o conjunto será capaz de empurrar o carro do zero aos 100 km/h em menos de 5 segundos e chegar à velocidade máxima – limitada eletronicamente – de 250 km/h. Para a apresentação no motorshow suíço, o modelo foi decorado com as cores de competição da BMW, vermelho, azul e branco. Ganhou faixas no capô e teto e capas dos retrovisores externos na cor cinza.

Lama ao vento
    A Land Rover quer explorar todo o potencial do sucesso Evoque e já trabalha na confecção da primeira variante do aclamado jipe. Há planos de produção de uma pouco usual versão conversível, nos moldes do controverso Nissan Murano CrossCabriolet. O carro é baseado no Evoque de duas portas e terá capota de lona que, quando aberta, fica alojada atrás dos bancos traseiros, sobre o porta-malas.

O conceito do conversível será apresentado no Salão de Genebra, em março, e, no mês seguinte, aparece no Salão de Nova Iorque. Tanta publicidade é para medir a resposta do público ao modelo. Os motores deverão ser os mesmos quatro cilindros a gasolina e diesel da versão fechada.

Estilo familiar
    Depois da versão hatch, a Hyundai mostrou as primeiras imagens e informações da versão perua do i30. A apresentação oficial será no Salão de Genebra, que acontece entre os dias 8 e 18 de março na cidade suíça, e as vendas começam em junho. Assim como no modelo menor, o visual chama a atenção. A station é cheia de vincos e linhas que dão o aspecto de “escultura fluida”, de acordo com a Hyundai.

O modelo familiar tem 18,5 cm a mais que o hatch, com um total de 4,48 metros de comprimento – 1 cm a mais que a atual i30 CW. No bagageiro, cabem 528 ou 1.642 litros quando os bancos são rebatidos. Na Europa, serão seis motorizações, sendo três diesel e três a gasolina, com potências que vão de 90 a 135 cv.

Agora vai
O segundo SUV da história da Lamborghini deve mesmo ser produzido. A imprensa europeia crava que os executivos da marca italiana já confirmaram o modelo e inclusive que o lançamento do primeiro conceito será no Salão de Pequim, em abril deste ano. O visual vai manter a estética dos atuais Lambo. Ou seja, muitos cortes retos, entradas de ar imensas e ilimitada agressividade. Lembra pouco o LM002, utilitário da marca da década de 80.

No quesito plataforma, a Lamborghini deve fazer valer o fato de ser integrante do Grupo Volkswagen e pode usar o chassi já aplicado no Porsche Cayenne, Volkswagen Touareg e pelo futuro SUV da Bentley. Na parte do motor, tudo ainda é especulação. Uma versão mais forte do V10 do Gallardo é o mais provável, enquanto que uma configuração híbrida também está cotada.

Data marcada
Após muita especulação, a Fiat enfim marcou para o dia 23 de março o lançamento da nova geração do Siena, que acompanha a renovação do Palio. O sedã utiliza a mesma plataforma do dois volumes – que por sua vez tem origem nas bases do Uno –, mas teve o entre-eixos alongado em 15 cm para oferecer mais espaço para os ocupantes do banco traseiro.

O visual tem várias mudanças em relação ao Palio. A frente é totalmente nova, com faróis mais esticados, e um perfil que se assemelha ao do Linea. Sob o capô, os conhecidos 1.4 e 1.6 16V com 88 cv e 115 cv respectivamente. O 1.8 não foi confirmado para o sedã. O câmbio é sempre de cinco marchas, manual ou o automatizado Dualogic. O interior também ganhou mudanças, as saídas de ar são exclusivas do Siena.

Crise “tricolore”
A Fiat passa por maus bocados na Europa. Com as vendas no continente em baixa por causa da crise, o presidente da marca, Sergio Marchionne, afirmou que pode ter de direcionar a produção de duas das cinco fábricas do Grupo na Itália para os Estados Unidos. O plano seria esquecer por enquanto o mercado europeu, e voltar as atenções para o norte-americano, única salvação para a Fiat, segundo Marchionne. A afirmação não deixar de ser polêmica, já que as vendas nos EUA estão bem longe do que a Fiat esperava.

As duas fábricas citadas produzem atualmente veículos compactos e médios apenas para a Europa. A ideia é fazer veículos globais, como um novo sedã da Alfa Romeo – com vendas destinadas aos Estados Unidos – e um utilitário compacto da Jeep, que seria comercializado nos dois continentes. As previsões do executivo são de que os mercados da Europa só se recuperem a partir de 2014. E a Itália terá em 2012 o seu pior desempenho desde 1985.

Parada obrigatória
Mesmo com a proximidade da entrada em vigor da lei que obriga a instalação de airbags frontais e freios com ABS em todos os carros vendidos no Brasil, um levantamento do Cesvi – Centro de Experimentação e Segurança Viária – apontou que entre os hatches compactos, apenas 17% das versões oferecidas trazem de série o antitravamento dos freios no mercado nacional – 38% delas possuem o equipamento na lista de opcionais. A partir de 2013, o equipamento terá de constar em 60% dos veículos novos, e em 2014 em 100%.

Ao menos, 67% das 767 das versões de carros oferecidas no país já saem de fábrica com o ABS – desses, 41% incluem ainda o controle de estabilidade ESP. Em 2008, somente 27,8% das versões de carros novos à venda no Brasil tinham o sistema de série. Mas dos carros que chegam, de fato, ás ruas do Brasil, apenas 13% são equipados com ABS. O mesmo levantamento mostrou que todos os carros importados dos Estados Unidos e Europa possuem ABS.

Câmbio catarinense
A GM está próxima de terminar a fábrica que irá fazer a família de motores Ecotec – que, por enquanto, só equipa o Cruze – em Joinville, Santa Catarina, com capacidade para montar 120 mil motores por ano. Agora, a empresa confirmou a construção de uma unidade para fazer transmissões no mesmo complexo.

Os investimentos são de R$ 710 milhões para a produção de 150 mil caixas de câmbio por ano a partir de 2014. A GM especifica apenas que serão produzidos transmissões de seis marchas no local – provavelmente automáticas, também para equipar o sedã Cruze. Metade da produção será destinada ao mercado nacional – que vai parar de importar o componente – e o resto será destinado à Europa.

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Categoria(s): Autotal,Desde Brasil
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