Estilo convincente
Autotal / Luiz Fernando Lovik
Estilo convincente
A Mercedes-Benz começou a importar para o Brasil o CLS 350. A nova versão do cupê de quatro portas será vendida por R$ 320 mil, bem abaixo dos R$ 490 mil pedidos pela CLS 63 AMG, a única variante disponível até então do modelo no país.
O carro é equipado com um motor V6 de 306 cv de potência e 37,7 kgfm de torque. O conjunto é suficiente para empurrar o CLS de zero a 100 km/h em apenas 6,1 segundos, e a velocidade máxima de 250 km/h limitada eletronicamente. Logicamente, ele é muito bem equipado de série, com itens como ar-condicionado de três zonas, sistema de som da Harmann Kardon e muito couro no habitáculo.
Quase duzentos
A Chevrolet reajustou os preços da linha 2012 do Camaro após o aumento de 30 pontos percentuais no IPI. O esportivo, que custava R$ 185 mil, aumentou R$ 14 mil, equivalentes a 7,5%, e passa a custar R$ 199 mil. Ao menos, o modelo ganhou alguns equipamentos, como a esperada câmara de ré, que tem as imagens mostradas em uma pequena tela no retrovisor interno.
O conjunto mecânico da versão SS continua o mesmo. Sob o capô, um V8 de 6.2 litros e 406 cv acoplado ao câmbio automático de seis marchas. A Chevrolet certamente não deve reclamar das 1.780 unidades emplacadas do modelo no Brasil, quase cinco vezes o número do principal concorrente, o Mustang – com 368 carros –, que só chega ao país via importação independente.
Pimenta nos esportivos
Em antecipação ao Salão de Genebra, que acontece em março, a BMW mostrou a nova geração do M6 nas configurações cupê e conversível. Ambos serão exibidos com destaque no estande da marca no evento. E, se os atributos estéticos e mecânicos se confirmarem no desempenho real, os dois têm chance de se tornarem grandes esportivos.
A principal razão disso está sob o capô. O motor é o mesmo da M5. Ou seja, um V8 de 4.4 litros biturbo com 560 cv a 5.750 rotações e 69,4 kgfm de torque entre 1.500 e 5.750 giros. A antiga geração do M6 tinha um V10 de 5 litros mas que tinha “apenas” 507 cv. Com isso, obviamente, o desempenho do novo modelo é superior. Zero a 100 km/h em 4,2 segundos e velocidade máxima de 250 km/h – limitada eletronicamente.
O visual também foi modificado pela Motorsport. Para-choques, retrovisores, entradas de ar e diversos outros pontos da carroceria foram alterados para melhorar a aerodinâmica e, assim, deixar o carro mais veloz.
Parceria ítalo-britânica
Depois de alguns protótipos e muita exposição na mídia, finalmente o carro resultante da parceria entre a marca Aston Martin e o estúdio italiano de design Zagato ganha a versão final de produção. O V12 Zagato terá produção bem limitada. Apenas 150 unidades, que serão entregues aos exclusívissimos clientes da marca a partir do final do ano.
O projeto já estava em desenvolvimento desde 2010 e serve como comemoração de 50 anos da primeira parceria entre as duas empresas. O preço é igualmente exclusivo. A Aston Martin cobra 330 mil libras pelo veículo, algo em torno de R$ 900 mil. O que se explica. Além de raro, o V12 Zagato é feito à mão. Cada unidade vai demorar 2 mil horas para ser produzida. O modelo tem o mesmo V12 do Vantage, que gera 510 cv de potência e leva o carro a 100 km/h em 4,2 segundos. Essa motorização o faz superar a marca dos 300 km/h.
Cereja flex
A Chery já começou a vender o Face com motor flexível no Brasil. O hatch ganhou o mesmo 1.3 16V utilizado no S-18, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. O carro continua custando os mesmos R$ 29.990 de antes.
O propulsor agora chega aos 91 cv com etanol – são 90 cv com gasolina – e o torque fica em 13 kgfm a 4.600 rpm com qualquer combustível. A boa dotação de equipamentos de série também se mantém. O carro vem com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, além de airbags frontais e freios com ABS.
Coletivo aventureiro
Com foco nos setores de mineração, construção civil e celulose, a MAN Latin American lançou um ônibus fora-de-estrada no mercado nacional. O modelo é um Volksbus 15.190 EOD 4X4 que inclusive já teve seis unidades vendidas pelo valor de R$ 2 milhões para o transporte de trabalhadores para as minas de ferro do estado do Pará.
Entre as principais alterações que ajudam o ônibus superar obstáculos off-road, está o eixo traseiro com bloqueio de rodas. A suspensão é elevada e reforçada para superar as pancadas mais severas. A distância entre-eixos foi diminuída para dar mais agilidade para o coletivo.
Altos e baixos
As vendas de carros importados de fora do Mercosul e do México caíram nada menos que 40,6% em janeiro. Os dados são da Abeiva, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores. Segundo o órgão, foram emplacados 11.367 carros vindos de fora, que representam apenas 4,5% do total de emplacamentos no país durante o primeiro mês de 2012 – que chegou a 252.697 carros.
A queda entre os importados é pouco menos que o dobro da retração do mercado em geral, que caiu 23,2% na passagem de dezembro do ano passado para janeiro último. Ainda assim, em relação a janeiro de 2011, o crescimento foi de 16,9%.
Dois em uma
A Kia pode recorrer à parceira Hyundai para conseguir fugir do aumento de IPI para carros importados de fora do Mercosul e do México. A marca sul-coreana estuda usar a fábrica que a Hyundai está construindo em Piracicaba, no interior de São Paulo, para produzir alguns de seus veículos no Brasil. Apesar de serem parte de um mesmo grupo automotivo, se a parceria realmente acontecer, será inédito para as duas marcas. Em nenhum outro lugar do mundo elas compartilham a mesma fábrica.
A ideia seria usar a linha de montagem que está sendo preparada para o futuro compacto HB para a produção também do Picanto, com quem ele divide muitas peças – inclusive o motor de 3 cilindros. A fábrica da Hyundai deve ficar pronta em 2013, com capacidade para fazer 150 mil carros anuais.
No vermelho
A japonesa Mazda está atrás de parcerias que a façam reverter a situação negativa em que se encontram suas finanças. Apenas em 2011, o prejuízo chegou a 1,29 bilhão de dólares – R$ 2,21 bilhões – e já é o quarto ano consecutivo que a marca fecha no negativo. Entre os culpados, a valorização do iene em relação ao dólar e ao euro, além da crise europeia.
As esperanças estão no aguardado sucesso do crossover CX-5, além da construção da nova fábrica da marca no México, de onde sairão os Mazda 2 e 3 para abastecer novos mercados – o que pode até significar um retorno ao Brasil, onde a marca chegou a vender no início dos anos 90. Outra aposta é na tecnologia Skyactiv, para o desenvolvimento de motores mais eficientes, o que pode atrair as esperadas parcerias.





