Familiar de volta
Autotal /Luiz Fernando Lovik – Auto Press
Modelo T
Enquanto o resto da linha do Bravo já está sendo comercializada desde novembro do ano passado, a configuração esportiva T-Jet chega às revendas da Fiat apenas agora. Depois de ter sido prometido para o fim de 2010 e, em seguida, para março de 2011, o modelo finalmente estaciona nas concessionárias da marca por R$ 68.950.
As características mecânicas já são conhecidas. O Bravo T-Jet é equipado com o motor 1.4 Turbo de 152 cv e 21,1 kgfm utilizado no Linea e no Punto. Com a função Overboost ligada, o propulsor rende 23 kgfm durante um breve período de tempo. O câmbio manual de seis marchas não é usado em nenhum outro carro da Fiat no Brasil. O Bravo T-Jet já vem de fábrica com controle de estabilidade e de tração, além do airbag duplo e dos freios com ABS. A suspensão recebeu ajustes para ficar mais rígida.
No aspecto visual, o veículo conta com rodas de 17 polegadas, faróis com máscara negra, saias laterais, spoilers dianteiros e traseiros e dupla saída de escape. No interior, as pedaleiras tem acabamento esportivo e volante e manopla de câmbio são cobertos com couro com costuras vermelhas.
Parceria possível
O bom momento da economia brasileira atrai cada vez mais marcas para o Brasil. A MV Agusta é a mais nova fabricante a anunciar que vai produzir suas motocicletas por aqui. A produção será possível graças a uma parceria com a Dafra – similar à que a BMW tem com a montadora – e possibilitará a montagem das motocicletas da marca italiana em Manaus, no Amazonas. Com isso, a fabricante deve trazer para o Brasil motocicletas como a F3 e a F4 – que já é vendida no país através de importadoras, por um preço médio de R$ 140 mil.
Outra possibilidade é a vinda do modelo tricilíndrico de 675 cc, apresentado no Salão de Milão em outubro do ano passado. A MV Agusta foi vendida para a Harley Davidson em 2008 pelo valor de 70 milhões de euros – para a surpresa de todos na época. Mas diversos problemas financeiros levaram a fabricante americana a vender a marca italiana em agosto de 2009 por surpreendentes 3 euros, o equivalente a R$ 7, aos seus antigos donos Claudio e Giovanni Castiglioni, através da MV Holding, que pertence à família Castiglioni.
Familiar de volta
A Kia retomou a importação da minivan grande Carnival, interrompida no fim de 2010. O modelo também chega com um novo motor, um 3.5 V6 de 276 cv – mais potente que o antigo 3.8 V6 de 242 cv. Serão duas versões de acabamento, mas ambas serão equipadas com o câmbio automático de seis velocidades com opções de trocas sequenciais.
A mais barata parte de R$ 124,9 mil e vem de fábrica com oito lugares, ar-condicionado, direção hidráulica progressiva, rádio/CD/USB/Aux, trio elétrico, airbag duplo e freios com ABS. A topo de linha custa R$ 154,9 mil e ainda adiciona computador de bordo, ar-condicionado digital, revestimento de couro e controle de cruzeiro. O desenho ganhou leves mudanças, como a grade dianteira no formato que já ganha a frente da grande maioria dos modelos da Kia, com o estilo “rugido de tigre”.
Gigante elétrico
A Audi vai entrar para o time dos carros híbridos com o lançamento do Q5 2.0 TFSI Hybrid, que terá sua estreia na Europa em outubro ou novembro. A marca equipará o utilitário esportivo com o motor 2.0 TFSI a gasolina, capaz de desenvolver 210 cv, acoplado a um motor elétrico de 54 cv, atingindo um rendimento combinado de 264 cv e 48,9 kgfm de torque.
Além do sistema elétrico, o Q5 trará outras novidades, como rodas de 19 polegadas, câmbio automático de oito velocidades, tração integral permanente e dispositivo start/stop. A velocidade máxima será limitada aos 225 km/h, e o utilitário vai da inércia aos 100 km/h em 7,1 segundos. A Audi afirma que o consumo médio combinado do híbrido será de 14,4 km/l.
De corpo inteiro
A Mini exibiu o quarto componente de sua gama: o Mini Cooper Cupê, o mais esportivo da marca. O primeiro veículo da marca com carroceria de três volumes será equipado com um motor 1.6 litro de quatro cilindros e terá três versões com acabamentos e potências diferentes. O modelo transportará apenas dois passageiros e custará entre 16.640 libras esterlinas – R$ 43 mil – e 23.795 libras esterlinas – R$ 61.200.
A versão de entrada, batizada apenas de Cooper Coupé, atingirá 121 cv de potência e terá transmissão manual de seis velocidades. O modelo intermediário, chamado de Cooper S Coupé, terá motor 1.6 biturbo com injeção direta de combustível e 181 cv de potência, enquanto o topo de linha John Cooper Works Cupê, equipado com o mesmo motor, desenvolverá 208 cv, ambos com transmissão automática. O perfil é claramente mais esportivo graças ao parabrisas bem mais inclinado, o que deixou o teto 29 mm mais baixo que no hatch. Outra particularidade é o porta-malas, que acomoda 280 litros.
Enxurrada de recalls
Uma avalanche de recalls de motocicletas atingiu os consumidores brasileiros. As fabricantes Harley-Davidson, Buell e Kawasaki convocaram seus respectivos modelos para reparos. A campanha da Harley-Davidson envolve 2.239 unidades produzidas entre 1999 e 2008. O problema está no disjuntor principal de modelos como Touring Ultra Classic Electra Glide e Road King Police. A peça pode sofrer abertura em situações imprevistas, ocasionando o desligamento do motor.
A Buell, empresa do grupo Harley-Davidson, também iniciou uma campanha de recall que abrangerá quatro modelos da marca fabricados entre 2005 e 2008. Serão chamadas 241 motocicletas em razão de problemas na tubulação do freio dianteiro e no descanso lateral.
Já a Kawasaki convoca os proprietários da D-Tracker X ano/modelo 2009/2010 para agendar a aplicação de uma proteção suplementar no conjunto principal de fiação, que pode sofrer com infiltração de umidade no sistema. A umidade poderá causar trinca no tanque de combustível, causando risco de incêndio.
Retorno ambicioso
O Brasil volta a figurar nos planos da marca japonesa Mazda, que encerrou suas atividades no país há mais de dez anos. A montadora deve retornar ao país em 2012, sem o intermédio de representantes. A marca ainda pode construir uma fábrica por aqui até 2017. Para aumentar sua participação no mercado latino-americano, a Mazda contará também com uma planta no México, que começa a operar apenas em 2013.
A fábrica mexicana terá capacidade para produzir 140 mil veículos por ano, como os modelos compactos Mazda2 e Mazda3 – que serão exportados para o Brasil. A Mazda atuou no mercado nacional de 1992 a 2000, quando chegou a ter um escritório de representação e comercializou modelos como o sedã médio Protegé, o cupê MX3, o roadster MX5 Miata e o sedã médio-grande 626. A marca ainda mantém uma oficina com peças originais em São Paulo para atender seus antigos clientes.
Potência de vendas
A inglesa McLaren Automotive confirmou que a produção do superesportivo MP4-12C planejada para os próximos três anos já está totalmente vendida. O modelo, lançado há um ano e meio, é a única novidade da montadora após o fim da parceria com a Mercedes-Benz. A capacidade de produção da marca inglesa hoje é de mil unidades por ano, e nem a maior demanda pelo MP4-12C fará a empresa ampliar a quantidade de unidades fabricadas anualmente. O superesportivo desenvolvido para rivalizar com a Ferrari 458 Italia é equipado com um motor V8 3.8 biturbo, capaz de desenvolver 592 cv de potência e 61,1 kgfm de torque – números que permitem ao carro levar apenas 3,3 segundos para sair da inércia aos aos 100 km/h, além de atingir a velocidade máxima de 330 km/h. O preço da máquina é de 231.400 dólares, cerca de R$ 367 mil.





